quarta-feira, 1 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Varal dos Diplomas
Os professores da rede estadual de Xaxim –SC, reuniram-se na tarde de hoje (30) na avenida principal da cidade para mais um ato de reivindicação pelos seus direitos. Todos os professores estavam com seus diplomas, que não são 1 apenas, são vários, do qual indagavam a sociedade e o respectivo governador sobre a importância do conhecimento de uma formação continuada.
Juramento: Prometo dignificar minha profissão, com ética e responsabilidades, consciente de minhas obrigações legais. Prometo enfrentar os desafios que a educação propõe, com criatividade, perseverança e competência, buscando novas perspectivas para o processo educacional. Prometo trabalhar por uma educação para a responsabilidade social, ética e política, participando profissionalmente da construção do homem...
Todos nós juramos ao nos tornarmos educadores honrarem nossa profissão, infelizmente, a mesmas está escassa. Poucos querem seguir nossa profissão EDUCADOR. Antigamente um educador ao entrar em algum comércio, participar de algum ato público tinha mais voz e respeito do que um padre. Éramos respeitados e admirados... hoje... ao sermos indagados sobre nossa profissão servimos de deboches.
Tenho muito orgulho de ser Educadora, essa profissão surpreendente e delirante nos demanda viver e sentir as mais profundas emoções!
Minha faculdade não VALEU, meu diploma não tem VALOR, pois somos eternos aprendizes... minha faculdade é meu dia-a-dia, pois Piaget, Vygotsky, Foucault não me ENSIRAM a resolver meus problemas cotidianos. Meu diploma é ver um aluno alfabetizado, é constatar o crescimento de meus educandos.
Por que então não somos valorizados? Se todos passarão por uma sala de aula e encontrará um Educador.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
A luta fez a Lei
Setor educacional brasileiro: a próxima vítima da negligência política
Apesar de nossos impostos estarem em dia, o que está atrasado é a consciência e o respeito dos governantes para com a educação de seu povo. Como cidadãos, prezamos por responsabilidade e qualidade de ensino, porém, nos é apresentado hoje, uma bagunça invariável em âmbito escolar, fruto da negligência política em concernência à população. E onde estão nossos direitos? O futuro do país está nas mãos dos alunos de hoje, que serão a massa trabalhadora de amanhã. Como será possível formar profissionais qualificados se turbulências afetam a estrutura escolar constantemente?
O descaso é demasiado, e através desse depoimento eu busco expressar a voz popular que prime por pontualidade e respeito. Essa é a hora de revolucionar, pois apenas através de manifestações apeteço que será possível transformar a ordem atualmente vigente na sociedade e garantir o cumprimento das responsabilidades devidas a cada profissional. É simplesmente impossível continuar dessa forma, defasando o sistema educacional e contribuindo para prorrogar uma decisão concreta.
Como representante dos estudantes e em nome dos professores prejudicados, posso afirmar com extrema solidez e precisão que até então temos aceitado as constantes transformações no quadro escolar pacificamente, no entanto, não há mais condições de seguir aceitando tamanha irresponsabilidade e desrespeito, e agora é a hora de reivindicarmos nossos direitos oficialmente previstos e exigirmos medidas palpáveis e fidedignas, não mais de caráter ilusório e provisório estabelecidas somente com o intuito de ludibriar o povo e persuadi-lo de que muito esforço e atenção estejam sendo dedicados ao setor educacional.
Manifestar a insatisfação em relação às decisões governamentais é um direito extremamente significante no exercício de uma cidadania plena, para a manutenção e o aperfeiçoamento de um regime democrático honesto, dedicado a auxiliar o bem-estar público e a agir em benefício daqueles os quais os elegeram e agora esperam, inevitavelmente, o cumprimento das promessas de campanha. Os danos e transtornos ocasionados pela incúria e o desprezo social não somente prejudicarão os estudantes matriculados nessas instituições de ensino, mas também os educadores e pais desses alunos que exercem seus deveres na sociedade e, em recompensa, vêm seus direitos sendo transpostos.
As péssimas condições de trabalho dos professores, somadas aos baixos salários, têm levado a categoria à luta pela defesa dos seus empregos. Essa classe trabalhadora há décadas vem suportando situações limites de sobrevivência e agora que desperta e se organiza para lutar por seus interesses e por um futuro possível, é nosso dever apoiá-la nessa luta.
É imprescindível reivindicar os problemas e manifestar a insatisfação perante as normas constitucionais e diante de um setor o qual, hoje em dia, vem sendo questionado pelos alvoroços, subversões e amálgamas que enfrenta. Caso contrário, as consequências serão infeliz e desafortunadamente estarrecedoras, e poderão comprometer o futuro, a vida, o trabalho, o salário e a realização pessoal dos envolvidos. Portanto, é hora de agir imediatamente; não esperemos por transformações. Antes que seja tarde, que as promovamos com nossas próprias mãos.
Os trabalhadores da Educação reivindicam o cumprimento da Lei do Piso aprovada pelo Governo federal em 2008 e julgada constitucional pelo Supremo tribunal Federal no dia seis de Abril de 2011. A lei existe, foi julgada legal e deve ser cumprida. Grande parte dos estados brasileiros paga o piso. Portanto, por que Santa Catarina não paga? Como pode-se exigir que os cidadãos brasileiros cumpram as leis se o próprio governo as desrespeita? Que modo de fazer justiça é esse, que revela-se maléfico aos trabalhadores?
Texto de extraído do jornal Data X, da coluna "O X da Questão", autoria de Agatha Christie Bruschi Birriel Mariani.
Paródia da Greve dos Professores de Santa Catarina 2011
Greve dos professores 2011
De que me adianta, ficar trabalhando quando meus direitos não são respeitado
Vejam meus colegas como a educação, despencou pro chão, está um atraso
Por isso unidos não somos vencidos, nós queremos mesmo é ser valorizados
Pelo professor passa o doutor, o agricultor e o empresário
Hei Governador não é de favor que reivindicamos o nosso salário
Sempre trabalhamos e nos empenhamos, buscando o melhor para a educação
Uns ganham demais, nós sempre de menos, do piso queremos a implantação
Se a educação é o alicerce, para o crescimento de uma nação
Devem investir para garantir desta caminhada a continuação
Estamos em greve e vamos lutar para valorizar a nossa profissão
Existe uma lei que vem garantir justiça e igualdade ao educador
Mas ignoraram e desprezaram, por isso externamos essa nossa dor
Valor e respeito é nosso direito está bem grafado na constituição
Somos cidadãos que vem exigir, a lei que duas vezes teve a aprovação
Investir sem medo é o grande segredo, que quem acredita na educação
Ficamos sabendo que estão investindo o nosso dinheiro em outros setores
Por isso colegas vamos reforçar, aderindo a greve dos professores
A hora é agora temos que lutar, bem firmes ficar até conseguir
Que o governador se inteligente for, na educação saiba investir
É justo e certo, o nosso protesto, a lei é para todos, deve-se cumprir.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Essa luta é justa!
O professor está sempre errado
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia’.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um ‘caxias’.
Precisa faltar, é um ‘turista’.
Conversa com os outros professores, está ‘malhando’ os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a ‘língua’ do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu ‘mole’.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!”
Crônica do humorista Jô Soares sobre “O Professor”.
A hora é agora! O piso é lei!
A greve dos professores é resultado do descaso com que o Governo do Estado trata o magistério. Além da implantação imediata do piso, os educadores reivindicam também:
- Processos democráticos para eleição de direção das escolas;
- Capacitação permanente de todos os profissionais;
- Merenda escolar de caráter educativo e não empresarial;
- Concurso público urgente para todos os profissionais da educação;
- Menos número de alunos por turma;
- Estruturas arquitetônicas modernas e adequadas para as escolas.
"Educação de qualidade passa pela valorização dos profissionais da Educação".
